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    11.5.10

    Canteiros

    Quando penso em você
    Fecho os olhos de saudade
    Tenho tido muita coisa
    Menos a felicidade

    Correm os meus dedos longos
    Em versos tristes que invento
    Nem aquilo a que me entrego
    Já me dá contentamento
    Pode ser até manhã
    Sendo claro, feito o dia
    Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria

    Eu só queria ter do mato
    Um gosto de framboesa
    Pra correr entre os canteiros
    E esconder minha tristeza
    E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza...
    E deixemos de coisa, cuidemos da vida
    Senão chega a morte
    Ou coisa parecida
    E nos arrasta moço
    Sem ter visto a vida
                                                                                                             
    É pau, é pedra, é o fim do caminho
    É um resto de toco, é um pouco sozinho
    É um caco de vidro, é a vida, é o sol
    É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
    São as águas de março fechando o verão
    É promessa de vida em nosso coração.
    Fagner



    08/05/2010

    9 devaneios:

    1. Adolfo Payés disse...:

      Que gusto es pasar a disfrutar de tus post..
      Maravillosa poesía nos acompaña siempre en tu blog..

      Un abrazo
      Con mis
      Saludos fraternos de siempre...

    1. Mai disse...:

      Marília, deixo-te uma flor, dessas sem espinhos com pétalas resistentes para que possas carregá-la e perfumar a tua mão.
      "Nada nos faz sentir alegria em horas assim de sepultar história e gen.
      Não há muito o que comentar é só sentir com...
      Fica bem.
      O casulo engendra o belo voo das borboletas.
      Recebe meu carinho num abraço que transfunde coragem e energia.

    1. Por que você faz poema? disse...:

      O mato, ou a cidade, ainda vai nos oferecer mais do que o sabor das framboesas.

    1. Troll disse...:

      Há perdas, parte da vida. Fica sempre, no entanto, o que cultivamos de querido e belo, nos canteiros que temos e criamos.

      De tudo, sempre fica essa semente para ver algo de germinal, no nascer de cada dia. Mas cultiva as pequenas coisas de cada momento, pq canteiro nenhum é grande o suficiente para as maiores emoções.

    1. Juan Moravagine Carneiro disse...:

      Gostei muito do post e principalmente da imagem...

      abraço

    1. O Profeta disse...:

      O teu coração é uma ilha de pássaros azuis...Tu és um cristal de sal que a maresia depositou nas areias da contradição...


      Um terno e doce beijo minha querida

    1. Márcio Vandré disse...:

      Essa é uma das músicas mais tristes, porém não menos bela que conheço.

      Um abraço, menina!
      Se cuida!

    1. pablorochapoesias.com disse...:

      Q musica linda neh? Essa letra é demais! Seu blog sempre contribuindo com meus olhos e mente! Obrigado!!

      Beijos!

    1. ~*Rebeca e Jota Cê*~ disse...:

      Marília,

      Essa música é tão linda.

      Fagner é o cara!

      =]

      Beijo imenso, menina linda.

      Rebeca

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