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    21.5.10
    Trilho

    Esfumaça o trem, fumaça branca feito neve.
    Que passa tão rápido, quanto a vida.
    Que nem de longe é leve.
    Uma viagem sofrida.
    Carregada de ventanias e trovões.
    Porém, também, suave como a brisa 
    Metamorfose abstrata
    Incógnita, inexata
    Poço dos desejos, nem sempre concretizados
    Amor e dor, entrelaçados
    Rosas e cravos plantados.
    Novas sementes a brotar
    Entre o som da maria-fumaça, aguardam a chuva, orvalho, arco-íris, um mar


    *O texto “Trilho” foi elaborado em parceria com o ilustríssimo amigo, Márcio Vandré, também conhecido como “Poeta”, a quem dedico o poema a seguir:

    Poeta
    No peito habita a poesia
    Pulsante no coração
    Na mente, versos espontâneos
    Como se fosse canção
    Dos sentimentos faz arte
    Devaneio, fantasia, fruição
    No divagar, o alimento
    De uma alma que inspira criação.
    Macaires 

    3 devaneios:

    1. Márcio Vandré disse...:

      Se eu tenho canção no peito,
      é porque o que vivo se transforma em música ou paixão.
      Escrita é a fumaça branca do navio.
      Que sobe ao céu.
      Imaginação.
      Se não fosse pelas palavras, nunca sairia do chão!
      Obrigado pela homenagem!
      Um beijo!

      Espero longos anos de debates e risadas! :)

    1. Juan Moravagine Carneiro disse...:

      Um dos posts mais intensos e bacanas que vi em espaço...

      abraço e agradecido pelas visitas ao Rembrandt!